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  <title>NUNCAEXAUSTO</title>
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  <description>NUNCAEXAUSTO - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sun, 11 Dec 2011 16:39:50 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Sun, 11 Dec 2011 16:34:35 GMT</pubDate>
  <title>TANTO PARA DIZER. TUDO CALADO     </title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/15786.html</link>
  <description>&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000; color: #333300;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A VERMELHO&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #333300;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de umas dezenas de textos que fui escrevendo, com o objectivo único de, tal como sempre afirmei, desabafar, resolvi interromper a prática, então já rotineira, por ter o sentimento de que, falar só, está longe de ser saudável. Fiz bem. Mas podemos sempre ter uma “recaída”: é o caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mundo anda, há mais de três anos, a tentar fazer a gestão de uma crise profunda, de contornos ainda não completamente definidos e, se possível, a ensaiar a melhor forma de dela sair, num quadro em que as circunstâncias permitam, impedindo, assim, as trágicas consequências do seu prolongamento, da sua indefinição, do seu alcance, da sua duração e da sua intensidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não interessa agora, – não me interessa agora –, voltar ao que todos sabemos: como começou, quem a precipitou, os comentários que suscitou, as decisões que, em consequência, postulou, – “É urgente mudar de paradigma” –, as energias que, parecia, entretanto, tinham sido estimuladas, a lucidez reinventada, a coragem reassumida e a vontade de contrariar o pré-escrito futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enrodilhados numa mais que discutível lógica de poder – de poderes – e de interesses, em que avulta o dos “mercados” e dos seus cúmplices – sim, todos aqueles que tudo fazem para que sejam eles, os mercados, os únicos a não perderem nada com as dificuldades instaladas cujos contornos eles próprios definiram – tornamo-nos incapazes de perceber o que, verdadeiramente, compete a cada um. Os discursos são todos semelhantes, as receitas são todas parecidas, todos fogem da incomodidade da análise política e ideológica sobre a situação a que chegamos, todos veneram os “mercados” e as suas extravagantes exigências, todos se renderam, ou parece, ao peso de quem (ainda) manda e, por isso, decide em nome, e a favor, dos interesses privados e não, como era desejável, dos que encontram a sua legitimidade nas pessoas, nas suas necessidades, nos seus anseios, nas suas aspirações e na sua eterna esperança num melhor, e mais promissor, futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A direita e a esquerda confundem-se. A primeira, protagonista quase exclusiva destes tempos de incerteza e temor, alojou-se no silêncio da segunda, e a segunda, com clara dificuldade de afirmação, deixa, à primeira, o caminho aberto à livre expressão do seu mais desenfreado neo-liberalismo económico e da sua recatada, e hipócrita, postura cúmplice na destruição de tudo aquilo que a civilização, a modernidade, a seriedade e um são entendimento das sociedade modernas, havia construído para as pessoas, em seu nome e em nome dum devir, que todos esperam, seja o da paz, do desenvolvimento, da justiça, da liberdade e da democracia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O silêncio da esquerda, na sua dimensão mais europeia e internacional, não existe. Perdeu-se nos seus combates domésticos. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;A Internacional Socialista não tem opinião sobre a crise internacional?&lt;/span&gt; Sobre a globalização e as suas consequências? Sobre as “revoluções democráticas” no mundo árabe e no Mediterrâneo? Sobre os inúmeros conflitos regionais de consequências, potenciais, graves? Sobre as dívidas soberanas e a, chamada, crise do euro? – Parece que não. Que não tem. E, se tem… não se ouve. E é pena!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;E o Partido Socialista Europeu? Que é feito dele?&lt;/span&gt; – No coração do “drama” preocupa-se com quê? Com os&lt;em&gt; eurocráticos&lt;/em&gt; dossiers que tem em mãos?  São decisivos para a solução dos complexos problemas com que nos confrontamos? Não há uma ideia de conjunto? Um quadro de reflexão desta área de pensamento? Um conjunto de ideias alternativo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom. De acordo com as sondagens, em 2012 o PSF pode ganhar as eleições em França e o SPD pode ganhar as eleições na Alemanha. A esquerda pode, assim, regressar ao poder nos dois mais importantes, e economicamente mais representativos, países da União Europeia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será que, ainda que seja em tempo útil que tal aconteça, poderemos alimentar a esperança de que algo seja diferente no próximo futuro? – Temo que não! E nós merecíamos mais da esquerda democrática e do que ela representa para várias gerações de europeus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Funchal, 11 de Dezembro de 2011&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;em&gt;Mota Torres&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 12 Jun 2011 13:26:56 GMT</pubDate>
  <title>UM EXCELENTE CANDIDATO, UM CANDIDATO DE EXCELÊNCIA</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/15582.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;Section1&quot;&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A candidatura de Francisco Assis a Secretário-geral do Partido Socialista está longe de ser uma tarefa a que se possa corresponder com a sensação de se tratar de um fácil desafio, de não menos fácil superação.  Tenho para mim, no entanto, que Francisco Assis, conhecendo as dificuldades da decisão tomada, está particularmente bem equipado para as ultrapassar e poder, com sucesso, consolidar a confiança que os socialistas nele depositam criando, com todos, os alicerces indispensáveis ao reforço da credibilidade do PS, patamar decisivo no árduo trabalho que, em conjunto, teremos de enfrentar nos próximos quatro (?) anos de oposição, e  que correspondem, como é sabido,  a um período que os portugueses vão sentir de forma particularmente intensa por força das dificuldades orçamentais e económicas com que o País está confrontado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Francisco Assis – o País já percebeu – é um homem combativo, de convicções e corajoso, mas imbuído daquele espírito de tolerância, capacidade de diálogo e sã teimosia que caracterizam os socialistas e os que acreditam numa sociedade permanentemente  revigorada, interventiva, civicamente exigente, persistente e sem hesitações face ao que o futuro, já hoje, lhe reivindica. Francisco Assis começou cedo a mostrar do que era capaz. Mais do que isso, começou desde cedo a afirmar que o País - o seu País, o nosso País - o preocupava e que queria ser, de forma determinada, parte activa e empenhada em tudo o que pudesse contribuir para o melhorar, enriquecer, sustentar e crescer, económica e socialmente, colocando Portugal como referência de modernidade, civilização,  bem-estar e progresso. Fê-lo sempre de forma inteligente, lúcida e solidária.  Os cidadãos, e os socialistas em particular,  conhecem-lhe a lealdade austera e a seriedade intransponível. Sabemos todos que ele fez, faz e fará parte do Portugal em que queremos viver, seja qual for a função que desempenhe, o cargo que exerça ou as responsabilidades de que, democraticamente, esteja incumbido. Temos a certeza de que Francisco Assis será, sempre, capaz da democracia e do que a democracia postula.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Francisco Assis é mais, porém. Surge aos nossos olhos como sendo alguém que, serenamente, sabe de que é que o Partido Socialista carece neste momento: unidade e disciplina programática e estratégica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afigura-se-me ser, também,  Francisco Assis, um homem motivado para o debate ideológico e para a sua imprescindibilidade no quadro da acção da esquerda democrática em Portugal, mas também na Europa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A debilidade eleitoral - e porventura do pensamento -  da esquerda europeia pode justificar, em parte, a debilidade da União Europeia, a crise da coesão, a solidariedade hesitante, o reforço dos egoísmos nacionais, o ressurgimento dos nacionalismos, a &quot;popularidade&quot; de movimentos xenófobos e racistas, o reforço do eurocepticismo, a desconfiança face à moeda única e o cambaleante projecto europeu a que urge por cobro. A esquerda tem, mais uma vez, a missão histórica de reconduzir - contribuir para - a Europa ao caminho (e ao projecto) que a torna sedutora, atractiva, aliciante, promissora, popular e defensável. Uma obrigação a que o PS não pode estar alheio, interna e externamente, no quadro do seu estatuto de membro do PSE e da IS e do seu prestígio nessas instituições.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, sobretudo, Francisco Assis sabe de que é que o País precisa no futuro e, por isso, sabe qual a postura a adoptar no&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;presente; o que se espera de um Partido, o PS, que vai ser oposição, mas que se quer assumir com  responsabilidade e sentido de Estado - ao contrário de outros - e consciente das suas obrigações para com as instituições nacionais, internacionais e para com os portugueses; o que é compromisso, responsabilidade e partilha, mas também o que é autonomia de acção, programa próprio, exigência, afirmação e diferença; o que une e o que distingue, em suma, o que permitirá, quando as circunstâncias o impuserem, que os nossos concidadãos tenham consciência do esforço feito na superação da crise, mas identifiquem os sinais distintivos que transformam o PS numa opção/solução de futuro, em nome dos grandes valores que orgulhosamente e de há muito defendemos. Por todas estas razões, Francisco Assis é um excelente candidato. Por todas estas razões, Francisco Assis é um candidato de excelência!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 03 Aug 2010 11:49:50 GMT</pubDate>
  <title> A Obesidade Mental – Andrew Oitke</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/15104.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ff00; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; A VERDE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Por João César das Neves – 26 de Fev. 2010&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O Prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Os cozinheiros desta magna &quot;fast food&quot; intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O problema central está na família e na escola.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado &quot;Os Abutres&quot;, afirma:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Todos acham que Saddam é mau e Mandela é bom, mas nem desconfiam porquê.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;É só uma questão de obesidade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;NOTA IMPORTANTE: O texto acima, que, pela sua importância, actualidade e acuidade, nuncaexausto, com a devida vénia, publica, é da autoria de João César das Neves.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 22 Jul 2010 10:14:59 GMT</pubDate>
  <title>REVISÃO CONSTITUCIONAL? – SOU CONTRA!</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/14849.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A AMARELO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O PSD resolveu desencadear um processo de revisão constitucional aproveitando o facto de a Assembleia da República ter recuperado poderes constituintes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Será a 7ª. revisão em 36 anos de democracia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Ocorrerá, inevitavelmente, dado que, a partir do momento em que aquele partido fizer o depósito do seu projecto na Mesa da Assembleia da República, todos os outros grupos parlamentares terão  30 dias para apresentarem os seus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A Constituição revista, será o que 2/3 dos deputados em efectividade de funções quiserem que seja. Nem mais, nem menos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Em tão pouco tempo, desde o início da publicitação do texto proposta do maior partido da oposição, já tudo foi dito sobre o que se conhece da sua substância, da sua oportunidade, da sua racionalidade, da sua necessidade, e da sua justificação, aparecendo, um pouco por todo o lado – de resto, como por este – especialistas em Direito Constitucional que sentenciam o elogio, a denúncia, a suspeita, o horror. No fundo, é esta a síntese de 35 anos de vida da Constituição da República que o 25 de Abril permitiu&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mais do que a Lei fundamental, a Constituição tem sido argumento, pretexto, desculpa, recurso, refúgio, manobra e suporte para estratégias partidárias – quem se não lembra, por exemplo, de tudo o que, sobre ela, a Constituição, tem sido dito pelo presidente do governo regional da Madeira? – que a vulgarizam e menorizam aos olhos da opinião pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Sem conhecer o texto em pormenor, sou, naturalmente, contra tudo aquilo que já é do conhecimento geral sobre o projecto do PSD.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;E não é por ser “do contra”, como se diz, mas porque me preocupa a possibilidade de que se ponha em causa a dignidade do texto constitucional, o prestígio de que deve gozar a Lei das Leis, a importância do seu papel político, a relevância da sua função harmonizadora da vida nacional, a inspiração superior para a criação de condições propiciadoras de uma vida mais justa, mais equilibrada, mais solidária e mais auspiciosa para todos os portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Subscrevo, por isso, sem dificuldade, a posição do Partido Socialista, ontem tornada pública durante a reunião do seu Secretariado Nacional. Apesar de militante, nuncaexausto, não é incondicional e, ao longo de 35 anos, não se esquivou a uma postura crítica sempre que a sua consciência assim o determinou. Este é o momento de afirmar, convictamente, que o PS tem razão; mais, o PS é fundamental, decisivo, para evitar a malfeitoria e para salvar a Constituição no que ela tem de essencial. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Estou com o PS, e espero do PS, a atitude que se impõe de levar às últimas consequências a defesa da Constituição das teias do liberalismo e da desumanidade, traduzível, no essencial, pela defesa de tudo em que acreditamos e que queremos preservar&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O que o PS, sem o qual não há revisão constitucional, ainda não disse, alto e bom som, e, tenho a certeza, tem de dizer, tem de garantir, tem de, tranquilamente esclarecer, é que &lt;em&gt;“O PS não permitirá, em circunstância nenhuma, que esta iniciativa do PSD contra Portugal, contra os portugueses e contra as suas, mais do que legítimas, expectativas, possa vingar, atropelando a esperança de todos nós num futuro sempre mais justo e progressivamente mais fraterno. Mais uma vez, o PS estará onde deve estar: ao lado dos portugueses!”. &lt;/em&gt;É isto, mais coisa, menos coisa, que esperamos da responsabilidade, da frontalidade e do espírito de serviço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 18 Jul 2010 13:15:42 GMT</pubDate>
  <title>UMA NOTA, EVENTUALMENTE, DESNECESSÁRIA</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/14750.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Para aqueles que visitam o “nuncaexausto”, os mais modernos de entre eles&lt;/span&gt;, e que, vá-se lá saber porquê, concordam, aplaudem, regozijam e acreditam, nesta como noutras matérias, tratar-se, o acordo ortográfico, de um significativo e marcante acto &lt;em&gt;civilizacional&lt;/em&gt;, quero esclarecer que resolvi, de há muito tempo a esta parte, não o adoptar e, portanto, passar a escrever com erros desde a sua entrada em vigor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O meu objectivo com este aviso é, simplesmente, evitar que os que têm a gentileza de por aqui passarem uma vista de olhos, se não sentirem defraudados com esta total ausência de erudição e conformidade com o “luso-brasileiro”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Muito obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 18 Jul 2010 11:19:21 GMT</pubDate>
  <title>NÃO HÁ TRAIÇÃO. HÁ QUEIXINHAS</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/14444.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style=&quot;background-color: #00ff00; font-size: large;&quot;&gt;A VERDE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Num programa informativo da televisão, no serão do passado dia 13, o insuspeito Francisco Sarsfield Cabral referiu-se três vezes a Mário Soares como exemplo de idoneidade cívica e política, de coragem, de liderança, de determinação, de lucidez e de sentido do interesse nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Entendi não dever deixar passar em claro este facto por se tratar de um sublinhado vivo sobre as características pessoais de Mário Soares, que todos conhecem e que a esmagadora maioria dos portugueses aplaude, pela necessidade que sinto existir de que, à política, seja devolvida a verdade, a vontade e a clarividência de que o País precisa para enfrentar os momentos difíceis que atravessa e cuja duração e gravidade não é ainda, e porventura não será nunca, inteiramente identificável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mário Soares, como cada vez mais personalidades da vida nacional, advoga a urgência de uma interpretação autêntica da situação política, económica e social do País e a criação de condições para que, com estabilidade, com serenidade e com sentido de responsabilidade, seja possível recolocar Portugal no caminho do progresso, do desenvolvimento e da justiça social. Essas condições só serão cumpridas se o parlamento, na sua riqueza plural e na sua diversidade, encontrar a fórmula que permita juntar esforços, privilegiar o essencial, definir a meta e encetar o trabalho rumo ao futuro que, todos esperamos, seja mais próspero e auspicioso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A 25 de Maio, num post aqui deixado por nuncaexausto, dizia-se:&lt;em&gt; “à laia de conclusão, combatendo a demagogia, a intriga, a insídia e a suspeita vil e constante, penso, e quero dizê-lo aqui e agora, que o País precisa, urgentemente, de um governo de maioria – que, nas actuais circunstâncias, só pode resultar de um acordo parlamentar de incidência governamental, entre o PS e o PSD – posto o que, com base num programa comum de emergência e de austeridade, num discurso à Nação, o PM, com sobriedade, clareza e rigor, dissesse aos portugueses qual a verdadeira situação do País e o que se impunha fazer para a combater. Tenho a certeza de que os portugueses entenderiam, Portugal beneficiaria e de que o PS chegava ao fim da legislatura com um novo ânimo, refrescado e preparado para o futuro”.&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Parecia-me realmente, também a mim, que, face ao dramatismo dos discursos, ao negro diagnóstico da situação existente, à acidez crítica dos que estão contra, a uma pretensa leviandade dos que estão a favor, às dificuldades colocadas pelos calendários eleitorais que a Constituição postula, aos inultrapassáveis compromissos europeus, às exigências internacionais e à pertinente reivindicação dos portugueses, que a solução séria, bem intencionada, patriótica, assentaria na criação de um quadro de estabilidade parlamentar propício à concentração de esforços na resolução dos problemas com que o País está confrontado e em que todos, mas todos sem excepção, por acção, negligencia, diletantismo ou irreflexão, têm a sua quota-parte de responsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Acreditava eu, nuncaexausto, que o novo líder do PSD, com alguma frescura, uma postura mais arejada e uma predisposição política para o diálogo e a concertação – em contraste manifesto com a postura da sua antecessora – traria ao debate novas perspectivas, renovadas expectativas e promissoras disponibilidades e vontades. A reforçar este entendimento, compreendi como sinal de lucidez e coragem a celebração de um acordo bipartido (PS e PSD) a propósito da aprovação do incontornável PEC e, quis perceber nesse gesto, o sedutor “piropo” que abriria portas a maiores, mais amplas e mais complexas decisões envolvendo os dois maiores partidos nacionais – e até outros – tendo Portugal como motivo e os portugueses como farol.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Completamente desencantado, é como me sinto hoje em face de tudo o que tem vindo a dizer e a fazer PPC (Pedro Passos Coelho). Não há traição; há queixinhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Faz acordos com o governo para, logo a seguir, “pedir desculpa” aos portugueses de os ter feito; apoia medidas gravosas, mas necessárias, tomadas pelo governo para, logo a seguir, como os pequenos na escola quando apanhados a fazer asneiras, denunciar: “foi aquele menino”; empurrado pelos sectores mais neoliberais do seu partido, e não só, elenca propostas tendentes à destruição do estado social, dizendo, de forma enfática que, estas sim, são a solução para a perenidade de Portugal enquanto País socialmente justo; rasga os telejornais com uma total ausência de ideias, de que ele próprio tem consciência, e acaba a refugiar-se naquela velha muleta do nosso regime constitucional que é, sem mais, a revisão da Lei Fundamental, tema a que todos recorrem, atribuindo-lhe a dramática causa dos nossos males, quando, por falta de ideias, de propostas e de estratégia, se vêm confrontados com o vazio que eles próprios criaram; embalado pelas sondagens, avança, corajoso, para as ameaças – responsabilidade? Gravidade da situação de Portugal? Desemprego? Défice? Dívida? – nomeadamente a de poder vir a inviabilizar o OE para 2011 e, com esse gesto, desencadear um indesejável crise política que é, e será, a última das últimas coisas de que Portugal e os portugueses precisam; face a esta possibilidade, antecipa, a culpa será do governo, de José Sócrates, e é assim que o próximo Presidente da República, seja lá ele quem for, deve entender, porque é essa a vontade de Pedro Passos Coelho.&lt;/span&gt; Magister dixit!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não. Não. O maior partido da oposição merecia melhor. O País merecia um melhor PSD e a situação de Portugal exigia que, à frente desse partido, estivesse um homem de Estado e não, como parece ser o caso, alguém que vive, exasperado, a necessidade imperiosa de transportar ao poder os seus militantes, os seus quadros, os seus “generais”. O poder cega. Do maior partido da oposição reivindica-se prudência, critério e lucidez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Como em outras ocasiões, com Mário Soares, Mota Pinto, Sá Carneiro e outros, Portugal precisa de estadistas. Homens de Estado. A sua ausência debilita a democracia e transforma-a num perigoso e radical e perverso exercício da política que, queremos todos, continue a ser feita em liberdade e pela liberdade!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 28 Jun 2010 15:48:48 GMT</pubDate>
  <title>TRAVAR AS CRISES QUE O FUTURO TRARÁ</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/14276.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A AMARELO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;O maior problema que a Europa tem pela frente, não é encontrar solução para as dificuldades económicas, financeiras e orçamentais com que se debatem os seus estados-membros; o maior desafio da Europa, da União Europeia, é ser capaz de decidir o que quer ser no futuro e como pretende concretizá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Vem isto a propósito das afirmações de auto-satisfação de Durão Barroso, segundo as quais, no G20, ninguém – os outros participantes – levantou objecções ao modo como a UE está a tentar induzir a correcção dos défices orçamentais dos países integrantes, assumindo-se, eles também, como precisando de exercícios semelhantes no cumprimento de metas equivalentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Devolver o prestígio ao euro, criar condições para o crescimento económico e acalmar o fogo especulativo das agências de notação financeira, é necessário, é urgente, é imprescindível. Não se ultrapassam, nem se corrigem, porém, as razões que determinaram este estado de coisas, nem se potencia a reflexão sobre o que vai ser decisivo para a União Europeia, para a sua continuidade e para as suas hipóteses de sucesso no caminho que resolveu trilhar de desenvolvimento, de unidade, de afirmação política e de solidariedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O mundo, construído na defesa, sempre e em todas as circunstancias, da economia ao serviço das pessoas no quadro de uma correcta justiça redistributiva, espera, para a sua viabilidade, de uma União Europeia que se orgulhe da sua História, que saiba o que quer, que fale a uma só voz, que interprete fielmente os valores dos seus cidadãos e que respeite a sua vontade e as suas aspirações mais sentidas, que reconheça a sua força, que assuma as suas convicções, que se defenda de todos os que, por egoístas razões, ou por mera competitividade a não querem, que saiba criar os indispensáveis mecanismos de entreajuda, que seja, em última análise, o reflexo de uma sólida vontade colectiva, a dos europeus, que, apesar das dificuldades, continuam a acreditar na Europa como parte integrante das suas expectativas de amanhã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Nicolau Santos, economista sério e de insuspeita reputação, na edição do “Expresso” da semana passada e no caderno de economia, sob o título “A Europa cega pelo medo”, refere a dado momento: “Mas o mais dramático é que os dirigentes europeus mostram que não compreendem a absoluta necessidade da solidariedade interestados indispensável ao bom funcionamento da união monetária (que, nos Estados Unidos leva a que, por exemplo, quando o Texas está em recessão diminua automaticamente a sua contribuição para o orçamento federal e aumente a transferência de fundos de outros estados). E sem isso, os dirigentes europeus estão a criar as bases para fazer explodir os nacionalismos e levar à implosão do euro – e talvez da própria União Europeia”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;Sem dramatismos, subscrevo a análise e, com a devida vénia, transcrevo o excerto acima, convencido como estou de que os europeístas convictos o farão também, alinhando com Mário Soares (sempre lúcido e perspicaz no entendimento que tem e fortalece sobre estas, como sobre outras matérias de interesse político), entre outros, na defesa de uma Europa que se assuma federalista, sem receios dos fantasmas que o conceito, o modelo e a decisão sempre arrastam e&lt;em&gt; militem&lt;/em&gt; na necessidade de um reforço da política na Europa, das decisões políticas na Europa, na existência, defesa e eleição de líderes apostados na Europa e no seu prestígio no concerto das nações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A Europa, a União Europeia, precisa de ideias, de empenhamento, de determinação, de coragem e duma visão de futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não se resolve esta crise, se não formos, nós europeus, capazes de antecipar e evitar as crises que o futuro, a continuarem as coisas como estão, inevitavelmente trará.    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/14276.html</comments>
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<item>
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  <pubDate>Fri, 18 Jun 2010 17:12:11 GMT</pubDate>
  <title>ALGO ESTÁ MAL</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/13874.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A VERMELHO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Como resposta, responsável, ao agravamento do défice das contas públicas e ao perigoso agravamento da dívida soberana, com todo o cortejo de dramáticas consequências de todos nós já bem conhecidas, o governo decidiu, e bem – penso até que se justificaria algo de mais consistente e duradouro – acordar com o maior partido da oposição a adopção de um conjunto de medidas de austeridade e rigor que, sem o apoio de uma maioria parlamentar capaz, estaria inelutavelmente condenado ao insucesso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O maior partido da oposição, o PSD – o mesmo que aceitou a co-responsabilização respectiva no aumento de impostos, nos cortes sociais, na redução de algumas, outras, despesas, e em tudo o que, de uma forma ou de outra, agrava as condições de vida da maioria de nós, portugueses – que havia, juntamente com o BE (Bloco de Esquerda), proposto a criação de uma Comissão de Inquérito para apurar se o PM havia, ou não, mentido a propósito do negócio da compra da TVI pela PT, revela agora, segundo ouvi, que vai votar favoravelmente o relatório final da Comissão elaborado por um deputado do BE.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O relatório, que não confirma a alegada mentira, insinua que ela existiu sem sentir necessidade de a provar (à mentira) e põe toda a oposição a votar contra o governo e o PM.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;As comissões de inquérito levam, com a aprovação deste documento, uma rude machadada na sua dignidade e importância política e, mais uma vez, atingem a democracia onde ela carece de mais protecção: na sua visibilidade, no seu prestígio e no modo como os cidadãos a elegem, permanentemente, como referencial de estabilidade e participação cívica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;Mas o curioso é pensarmos na situação com que o PS está confrontado e, por seu intermédio, o País. O partido que, aparentemente, colabora com o governo do PS para ajudar, dizem eles, a resolver os problemas financeiros de Portugal, é o mesmo que fustiga politicamente o governo e o PS, aliando-se, episodicamente, ao BE (responsável pelo relatório anti-governo e anti-PS) que, ironicamente, apoia o mesmo candidato presidencial que o Partido Socialista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Alguma coisa está mal. Muito mal!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Alguém consegue perceber o que tudo isto quer dizer?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Eu, inclino-me a pensar que é urgente – no PS e fora dele – clarificar tudo o que seja necessário clarificar para garantir alguma coerência e eficácia na abordagem dos problemas que são realmente importantes para Portugal e para os portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Sei que não é a melhor altura para cuidar &lt;em&gt;desse&lt;/em&gt; futuro de oxigenação e esperança; mas se não houver ponderação, temo que não haja lugar para a esperança e para o futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/13874.html</comments>
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  <pubDate>Mon, 07 Jun 2010 22:54:31 GMT</pubDate>
  <title>O PS ESCOLHEU A PAREDE  </title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/13810.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A VERMELHO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Com uma votação de braço no ar, no seu órgão máximo entre congressos, o PS, &lt;em&gt;elegendo &lt;/em&gt;Manuel Alegre como candidato a apoiar para a presidência da república, de entre “a espada e a parede” escolheu a parede.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;De acordo com os dados da Comissão Nacional de Eleições respeitantes às eleições legislativas, de 2005 para 2009 o PS perdeu 511074 votos. Em 2009 o BE teve um acréscimo eleitoral de 192335 (passou de 364971 em 2005 para 557306 em 2009) votos. Acredito, por razões entendíveis, que o grosso desta variação positiva na votação do Bloco de Esquerda corresponda a uma parte significativa dos votos perdidos pelo Partido Socialista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Por muitas razões, que não vem a propósito desenvolver neste momento, mas de entre as quais sobressai o natural desgaste do governo ao fim de quatro anos e meio de governação, era previsível a quebra de popularidade do PS. À direita e à esquerda, foi possível capitalizar os vários descontentamentos e fazê-los reflectir nos resultados eleitorais e, em consequência e sem surpresa, o partido do governo perdeu a maioria absoluta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Tudo democrático, tudo normal, tudo aceitável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Já o não é tanto o facto de um destacado militante do partido do governo, Manuel Alegre, ter contribuído fortemente para que tal tivesse acontecido.&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt; Num percurso de mais de quatro anos de todos conhecido, Manuel Alegre teve o cuidado de, indecorosa e persistentemente, se colocar ao lado dos adversários do seu Partido e de, em momentos-chave (particularmente nas eleições presidenciais, em que se candidatou contra Mário Soares e, portanto, contra o Partido Socialista) ter tomado decisões que chocavam de frente com os objectivos, prioridades e desafios do Partido,&lt;/span&gt; acentuando um egoísmo a todos os títulos censurável e de funestas consequências para o País, para a esquerda e, para o PS, como ficou patente face aos resultados eleitorais por este obtidos.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mas Manuel Alegre não foi, só, o protagonista de uma candidatura presidencial contra o PS, o Partido de que é militante. Não. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Manuel Alegre foi, também, como se viu, o grande&lt;em&gt; impulsionador da imagem&lt;/em&gt; do BE e o &lt;em&gt;seu &lt;/em&gt;elemento mais credibilizador na incansável cruzada contra o governo de que Alegre deveria ter sido um dos mais ouvidos e respeitados defensores&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Como se nada disto tivesse acontecido, cedo, muito cedo, anunciou a sua recandidatura a Belém e passou, mais uma vez, a condicionar a vida do PS, a estratégia do PS, as opções do PS, as decisões do PS, os interesses do PS e, em consequência tudo o que o PS pensa para Portugal e para o seu futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Sem conseguir sair desta&lt;em&gt; armadilha, &lt;/em&gt;o Partido Socialista foi adiando o inevitável – aparentemente inevitável – e, desrespeitando uma regra estatutária que o identificava e prestigiava, a da escolha de pessoas, apenas e só, por voto secreto, termina, declarando o seu apoio resignado ao candidato que se lhe impôs.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não gostei. Não gosto. Dificilmente aceitarei estes procedimentos – conheço-os e sofri-lhes as consequências, com outra dimensão, embora – e, menos ainda, desfechos como aquele que vem sendo citado precipitou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;A atitude de Manuel Alegre e a reacção do PS não ajudam a clarificar. Não acrescentam valor à imagem de uma democracia cansada e desgastada aos olhos dos cidadãos. Não reabilitam, nem ajudam, a política, os políticos e as suas práticas. Não antecipam, nem marcam, o futuro. Consagram a rotina no que ela tem de mais perverso&lt;/span&gt;. Foi um mau passo. Espero que não seja uma condenação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 05 Jun 2010 10:40:31 GMT</pubDate>
  <title> E NÓS PAGAMOS</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/13436.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #0000ff; font-size: large;&quot;&gt;PERGUNTA OCASIONAL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Pinto de Sousa e mais uns, não sei quantos, arguidos terminais do terminal processo apito dourado, foram, um dia destes, absolvidos em primeira instância.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;´&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;É o culminar – ou deveria ser – de um percurso e de um extra-mediático processo de que a Justiça, se o fosse, e decente, se não deveria orgulhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt; Investigações, acusações, anos de suspeições, aberturas, arquivamentos e reaberturas de processos, julgamentos, adiamentos das sessões, violações do “segredo de justiça”, protagonismos vários e vaidosos e, sempre, recursos inconsequentes por parte do ministério público, constituem o retrato de uma sinistra saga&lt;/span&gt; tendente a incriminar cidadãos que muitos, com mau perder, gostariam de ver punidos a todo o custo para poderem, assim, saciar o seu desejo de vingança a que, invejosos, cederam com capricho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O PGR determinou mesmo, pasme-se, que se recorresse, em todas as circunstâncias, se o veredicto não correspondesse à vontade dos acusadores – disse, vontade. Não disse, sentimento de justiça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Chegados aqui. A absolvição dos arguidos foi total, os recursos foram perdidos e a humilhação do MP incontornável. Assim o não entendem estes senhores e, da decisão que absolveu os últimos arguidos deste caso, vai voltar a ser apresentado recurso para os tribunais superiores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;É desta forma, também, que se atulham os tribunais com processos, que se contribui para a morosidade da justiça, que se encarece o Serviço e o seu funcionamento, que se descredibiliza o sector e que, em suma, se ridiculariza a actividade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mas, para além do que é óbvio para o vulgar cidadão, há a considerar a nossa contribuição para tudo isto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Nós pagamos. É verdade. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;E nós pagamos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Que poderosas razões, ou não, estarão por detrás de tudo isto?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 30 May 2010 17:10:19 GMT</pubDate>
  <title>UMA (IRREMEDIÁVEL) FATALIDADE</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/13236.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #3366ff; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;PERGUNTA OCASIONAL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Sob o ponto de vista político, e para além de AJJ, também na oposição, a Madeira evidencia aspectos com o seu quê de caricato mas, também, de trágico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Tanto no quotidiano, como na “sua” história dos últimos 36 anos, a história da autonomia, a Madeira deixa-nos o sabor amargo de, no seu seio, não ter sido possível gerar um clima de verdadeira e respeitável democracia, que só a alternância no poder, como resultado da vontade soberana dos madeirenses e portossantenses, poderia ter garantido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O (ainda) maior partido da oposição na RAM, o PS-M, é, naturalmente, o &lt;em&gt;caso&lt;/em&gt; político que motiva maior incredulidade e estupefacção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Em permanente instabilidade, incapaz de perceber os tempos em que os&lt;em&gt; ventos&lt;/em&gt; lhe correriam de feição, alimentando desinteligências internas absurdas e perversas, desrespeitador da sua própria identidade e da História que o alberga, propiciador de masoquistas conflitos sem sentido, O PS-M parece ter feito tudo, mas tudo, não é exagero, o que está ao seu alcance para ser uma organização política menor, sem ambição, sem cultura de poder e, mais grave, e em consequência, sem conseguir fazer acreditar, junto da opinião pública e na decisão dos eleitores, que quer ser poder, que tem os meios humanos, programáticos, éticos e materiais que lhe permitam essa “ousadia” e, assim, dar um novo fôlego à democracia e à autonomia que Abril inspirou e permitiu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O partido, por si próprio, por força das suas regras, do seu funcionamento, da leviandade de muitas das suas acções, da irreflexão de outras e da condescendência de todos, ou quase, face às suas consabidas debilidades, transformou-se naquilo que é; e é pouco. Muito pouco!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mas o suficiente para alguns.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Perguntam a muitos de nós, todos os dias, nos caminhos desta terra, qual a razão deste estado, desta desesperança, deste desfuturo, desta resignação…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Haverá, como já deixei transparecer, muitas e poderosas razões para que tal aconteça. A maior, porém, sob o meu ponto de vista,&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt; é a existência de três conhecidas, prestigiadas e influentes famílias madeirenses que, identificadas publicamente com o PS-M, interferem no seu quotidiano, condicionam a sua existência, limitam a sua capacidade de acção, decidem previamente sobre as suas (do partido) decisões, caucionam, ou não, os seus dirigentes, opinam em termos definitivos sobre as suas escolhas e constituem, sabemo-lo todos, a verdadeira fonte de decisão do PS-M e no PS-M.&lt;/span&gt; O PS-M não tem dirigentes, porque o não podem ser. Tem executantes daquelas escondidas, interesseiras e egoístas vontades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Grave, no entanto, é que tudo isto tenha a idade da democracia e da autonomia e, por acção, ou por omissão, as sucessivas direcções nacionais do Partido Socialista tenham sido, sempre, cúmplices e coniventes com essas famílias e com os seus intérpretes&lt;/span&gt;, perante o desespero de quem, como alguns de entre nós, chegaram a acreditar ser possível dar uma nova vida à vida do PS na Região Autónoma da Madeira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Será que os porta-vozes dessa conjugada operação de&lt;em&gt; destruição&lt;/em&gt; do PS-M conseguiram convencer os dirigentes da Capital de que, apesar de tudo, se o PS-Madeira ainda existe, foi porque eles impediram a sua lenta, mas inexorável extinção?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/13236.html</comments>
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  <pubDate>Sat, 29 May 2010 11:50:19 GMT</pubDate>
  <title>PERDIDO A VELAS, PERDIDO A REMOS</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/13005.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A VERMELHO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;As últimas sondagens que têm vindo a público – as que são encomendadas pelos diferentes partidos políticos dirão, estou certo, coisas muito semelhantes – revelam claramente que o PSD de Pedro Passos Coelho, tendencialmente, se afirma a subir, e a consolidar essa subida, nas intenções de voto dos portugueses, enquanto que o PS, cujo início de movimentação inversa se vislumbrou logo a seguir ao último Congresso do PSD, nas mesmas consultas de opinião, acentua a queda e deixa mesmo transparecer a sua irreversibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A democracia é isto mesmo: hoje governa-se, amanhã é-se oposição. A natural e saudável alternância do poder, resultado fecundo do exercício da cidadania no fortalecimento das democracias que, enquanto assim for, queremos continuar a ter e a respeitar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Parece-me normal que PPC, pessoalmente – e não querendo com isto retirar-lhe qualquer espécie de mérito, pelo contrário – contribua para um impulso positivo e até, porque não, promissor para o seu próprio partido, numa fase da vida nacional em que governar é sinónimo de desagradar e, estar na oposição exige, tão somente, paciência, equilíbrio e saber estar atento aos sinais que a situação do País determina e às expectativas que os cidadãos, legitimamente, alimentam&lt;/span&gt;.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mais intrigante é a postura do governo e do Primeiro-ministro – homem que nos tinha habituado a uma atitude enérgica perante as dificuldades, que resistiu heroicamente a todas as tentativas de assassinato político de que foi alvo, que agia determinado, convicto e inspirando convicção e confiança – que de teimosia em teimosia, de indecisão em indecisão, de contradição em contradição, de dúvida em dúvida, de falta de rigor em falta de rigor se vá deixando exaurir, sem honra nem glória, na fogueira da crise para a qual não encontra resposta política nem retórica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;Perdido a velas, perdido a remos, &lt;/em&gt;ao PM e ao governo só resta a verdade, a decisão, a coerência, a humildade, o reconhecimento e a acção. A uma só voz, no exercício de um mandato de grande dificuldade e complexidade, devem ser capazes da sobriedade indispensável ao diagnóstico real e da coragem necessária ao enfrentar dos desafios que esse diagnóstico coloca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Os portugueses preferem a &lt;em&gt;verdade de uma vez&lt;/em&gt; ao somatório, um tanto aleatório, de meias verdades, insuficiência de esclarecimentos, leviandades mal explicadas, ligeirezas incompreensíveis e decisões atabalhoadas. Os portugueses, no limite, nem se importarão de tomar o &lt;em&gt;medicamento, ou os medicamentos, &lt;/em&gt;querem é saber, e compreender, o que diz a &lt;em&gt;bula&lt;/em&gt; respectiva e saber, enfim, de que&lt;em&gt; mal&lt;/em&gt; estão a tratar e quais as hipóteses de cura&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mantenho ainda a esperança de que o bom senso colha e, assim, se limem alguns dos danos que toda esta situação já provocou. A exigência desta postura sublinharia a &lt;em&gt;nobreza &lt;/em&gt;do regime e a sua reivindicável popularidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 25 May 2010 17:20:32 GMT</pubDate>
  <title>OS PORTUGUESES ENTENDERIAM</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/12559.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A AMARELO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Alguma imprensa – daquela muito lida, mas pouco respeitada por esse mundo fora – perante a crise que vivemos, que é evidente, que tem responsáveis lá fora e cá dentro (embora, legitimamente nos interessem mais os de dentro que os de fora), que exige dos portugueses, exauridos, o que estes não têm condições para dispensar, que vai parindo antídotos que todos temos que pagar de forma igual – embora uns de forma mais igual que outros, lembrando Orwell – &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;que nos vai empurrando para o desespero e para a desesperança, que nos impõe a comparação com os outros, e das nossas, com as suas obrigações, que nos inquieta e perturba, enfim, alguma imprensa, dizia, não consegue esconder a sua intolerância para com a democracia, o Estado de direito e a liberdade, refazendo, em cada 1ª. página editada, um militante ataque à decência e à cidadania&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A crise existe, os políticos são, naturalmente, culpados – não cuidando de saber, agora, a gradação e amplitude dessa culpa – e, mesmo sem crise, em democracia, e porque ela o permite, a culpa de quase tudo é dos políticos e de todos aqueles que tiveram, e têm, o arrojo de ser parte nesta aventura de fazer o futuro em liberdade, em democracia e com respeito por todos os cidadãos e pelos seus mais legítimos anseios. Criticar os agentes políticos, é normal, vergastá-los sistemática e despudoradamente,  de forma cruel e soez, esconde propósitos que não primam pela defesa dos valores em que há muito acreditamos e que, recuperados para o nosso quotidiano em Abril de 74, queremos preservar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Foi anunciado, como tendo feito parte de um acordo PS/PSD, no âmbito das medidas de austeridade adoptadas, que o salário dos políticos ia sofrer uma redução de 5%. Sabendo-se, como se sabe que, em termos absolutos e relativos, esta medida tem apenas um efeito exemplarmente simbólico e moralizador - ao contrário do que se apregoa, o salário dos agentes políticos não constitui escândalo pela sua expressão em números – esperavam-se outra atitudes, outros rasgos, outras disponibilidades, outras solidariedades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;É muito? É pouco?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;É o que é. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;E não me lembro de nenhuma outra classe profissional que tenha abdicado de parte do seu “ordenado” para exibir qualquer espécie de espírito de entreajuda, de preocupação nacional,  e de compreensão para com o esforço incontornável exigido aos seus concidadãos. Pelo contrário. De todos os lados mantêm-se as reivindicações, sublinham-se as justificações (muitas ridículas) para o que se ganha e para os prémios que se auferem, argumenta-se na manutenção de despesa que poderia ser reduzida, ou mesmo eliminada, vasculham-se no baú do inverosímil os pretextos para a excepção, para deferência, para a mordomia, para o privilégio e até, para o insulto&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;“Políticos Escapam À Crise”. E outros que lhe fogem &lt;em&gt;“como o diabo da cruz”&lt;/em&gt; sem que ninguém os sobressalte? Os gestores públicos sentem a crise? Como? Os banqueiros, os empresários, os administradores, os especuladores, pagam impostos compatíveis com as exigências da conjuntura? E outros profissionais, pelos vistos particularizados, como os da Caixa Geral de depósitos, dos Correios, da TAP, da PSP, da GNR, os médicos e muitos outros que adjectivam o bem dos outros como injusto e se refastelam no seu egoísmo e na sua permanente imoralidade?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Ai à laia de conclusão, combatendo a demagogia, a intriga, a insídia e a suspeita vil e constante,  penso, e quero dizê-lo aqui e agora, que &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;o País precisa, urgentemente, de um governo de maioria - que, nas actuais circunstâncias, só pode resultar de um acordo parlamentar de incidência governamental, entre o PS e o PSD - &lt;/span&gt;posto o que, com base num programa comum de emergência e de austeridade, num discurso à Nação, o PM, com sobriedade, clareza e rigor, dissesse aos portugueses qual a verdadeira situação do País e o que se impunha fazer para a combater. Tenho a certeza de que os portugueses entenderiam, Portugal beneficiaria e de que o PS chegava ao fim da legislatura com um novo ânimo, refrescado e preparado para o futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Outra saída, a pior, é continuarmos a assistir ao fim inexorável deste ciclo de governação socialista e começarmo-nos a preparar para outras vontades, outras soluções, outros tempos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 16 May 2010 19:35:30 GMT</pubDate>
  <title> SERÁ QUE NÃO PAGAM IMPOSTOS?</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/12499.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #0000ff; font-size: large;&quot;&gt;PERGUNTA OCASIONAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Às vezes fazemos perguntas em relação às quais conhecemos, ou julgamos conhecer, as respostas. Outras, fazemos perguntas a pretender, sinceramente, saber as respostas, direitinhas, sem subterfúgios, a maior parte das vezes, por sentirmos serem respostas que interessam a todos e que, pela sua natureza, exigem esses esclarecimentos detalhados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;- Qual a receita fiscal arrecadada pelo Estado oriunda de organizações religiosas, ou para-religiosas, seitas, etc.?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;- &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Conhecendo-se, pelo que vem a público, os “rios” de dinheiro que correm em organizações do tipo “Igreja Universal do Reino de Deus”, qual a sua participação (por via fiscal) quantificada na receita do Estado?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;- A contabilidade das actividades (também, ou sobretudo) económicas referidas passam ao lado dos poderes públicos? É para ser assim? Qual a razão desse privilégio? A ser assim, não é injusto? Imoral? Indecente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Tenho a certeza que gostaríamos todos, e muito, de um esclarecimento cabal, completo e isento. Venha ele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 15 May 2010 12:02:55 GMT</pubDate>
  <title>  TRAVAR A BESTA</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/12233.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A VERMELHO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Já há uns anos que, não sendo, embora, objecto de grandes especulações jornalísticas, vai passando a ideia, pelos mais diversos processos – opinião, notícia discreta, internet, comentário, etc. – de que está em curso o ressurgimento, um pouco por todo o lado, de movimentos de pendor nacionalista (ou mesmo nacionalistas), de grupos neo-nazis, de propaganda fascista, de ideias xenófobas e racistas, de anacrónicos “chauvinismos” e, em derradeira análise, de defensores do totalitarismo. Todos contra a liberdade, contra a democracia, contra a cidadania, contra a modernidade, brutais inimigos da civilização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Pensa-se, em princípio, tratar-se de fenómenos sem expressão, sem dimensão, sem importância. Assiste-se – comenta-se sem empenho, vê-se, lê-se, ouve-se – ao, por enquanto, relativo sucesso de partidos políticos enquadrados por aquelas ideologias em França, em Itália, na Áustria, na Hungria, na Holanda, etc. Começa a ser tempo de olhar essa realidade com atenção, com racionalidade e, sobretudo, com uma inabalável vontade de a travar, de a limitar, de a condicionar e, tendencialmente, de a reduzir à dimensão do insignificante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;E, convenhamos, os tempos não estão de feição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Vivemos as consequências de uma crise económica e financeira com paralelo, só, na grande depressão de 1929: europeus, da zona euro, olhamos estupefactos para a violência do ataque desferido à moeda única, ao seu significado e à sua solidez; solidários, apoiamos a Grécia nestes difíceis momentos que atravessam; receosos, não queremos seguir-lhe as pegadas conducentes à pré-bancarrota; impotentes, lidamos com o drama da escalada interminável das taxas de desemprego; cautelosos, registamos a ligeira recuperação económica do primeiro trimestre deste ano; aliviados, partilhamos da decisão da UE com a criação de um fundo de € 750000 milhões de euros, para apoiar situações melindrosas que ocorram na zona euro; exigentes, reivindicamos uma Europa a uma só voz, mais unida, mais coesa, mais solidária, mais federal – com tudo o que é indispensável para atingir este desiderato; inconformados, entendemos não ser de adiar a criação de uma agência de notação financeira na Europa; impacientes, queremos chegado o tempo em que tudo isto não tenha sido mais do que um pesadelo de que não queremos guardar memória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;É neste ambiente que se desenvolve um &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;degradar permanente da imagem da política e dos políticos, diga-se de passagem, com muita responsabilidade a eles atribuível mas, também, ou sobretudo, digo eu, de uma comunicação social que, ávida de voyerismo, sensacionalismo e boas tiragens (negócio obriga), reduz tudo à forma canónica e desacreditando os agentes da política, da economia, do pensamento, do empreendedorismo, da educação, desprestigia o regime e cria a suspeita da sua inviabilidade; que se volta a questionar a democracia e os seus indiscutíveis méritos, todos os seus méritos&lt;/span&gt; – lembrando Churchill:&lt;em&gt; “A democracia é o pior dos regimes com excepção de todos os outros”; &lt;/em&gt;que se manifesta um certo saudosismo, envergonhado embora, por enquanto, da ditadura e da tranquilidade (?) que ela garante; que se tenta recuperar valores que militam contra a cidadania, a liberdade e contra os direitos e garantias dos cidadãos; que se elogia o desrespeito pela lei e pelo seu cumprimento – num Estado de direito; que se desferem golpes perigosamente irresponsáveis nesta forma de viver que escolhemos e de que não queremos prescindir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A crise económica e financeira, bem assim como as suas nefastas consequências sociais, só por si, bastam para que as nossas convicções se sintam abaladas, para que o nosso futuro seja uma dramática incógnita e para que o nosso presente seja o da incerteza e da angústia. Não era preciso, nem mais nada, nem mais ninguém, para pintar de negro fúnebre o que já é para todos nós um preocupado dia-a-dia triste e a cinzento-escuro sublinhado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;É preciso deixar de olhar, unicamente, para o que está mais próximo e pode dar mais e mais imediatos resultados. O caldo de cultura em que está a medrar a ideia dos regimes providenciais e dos homens providenciais, deve ser levado a sério, não deve ser ignorado nem menosprezado, e deve ser combatido, com todas as nossas forças, em todos os terrenos onde tal possa ser feito.&lt;em&gt; “Uma ditadura sabe-se sempre quando começa, nunca se sabe quando acaba…”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;Aos políticos exige-se, por isso, que tenham consciência de que, a sua acção, se atenta, correcta, séria, tolerante e dialogante, constitui um precioso exemplo de pedagogia democrática, de propaganda democrática, de vitalidade democrática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;Aos agentes da comunicação social reivindica-se, enfaticamente, que privilegiem o essencial, o relevante, o que verdadeiramente se reflecte, ou pode reflectir, em todos nós e o que manifestamente interessa ao regime, ao seu prestígio, à sua dignificação e à sua perenidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;Aos cidadãos recomenda-se a atenção, a sensibilidade e a cautela que se impõem face a vontades que não são as nossas, a futuros que não queremos, a soluções que nos sejam impostas, a escolhas que não fizemos, a desafios a que não queremos estar sujeitos, a estranho desígnios que nos violam, nos agridem, nos condicionam e nos &lt;em&gt;“matam”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;“Ouço, escuto e olho”,&lt;/em&gt; como dizia o poeta e, na minha modestíssima, mas livre, opinião, só quero deixar este alerta de cidadão. Democrata que criou este espaço para, assim, dar forma ao que o vai atormentando, partindo do princípio de que, como eu, outros partilharão desta vontade de, travando a &lt;em&gt;“besta”&lt;/em&gt; assegurar, para todos, o que para todos é vital!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/12233.html</comments>
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  <pubDate>Wed, 12 May 2010 19:33:29 GMT</pubDate>
  <title>EXIGE-SE LUCIDEZ</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/11777.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A AMARELO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Há dias, neste espaço, referi-me à necessidade, mais, à imperiosidade de, em tempos de dificuldades económicas e financeiras, o governo ser capaz de sinalizar, e enfatizar, que o aperto é comum e todos, mas todos sem excepção, são chamados a fazer-lhe frente de acordo com as possibilidades de cada um e não, como parece acontecer, em que, proporcionalmente, quem mais contribui é quem menos recebe e tem…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Alguma coisa mudou, entretanto, e, quer o Primeiro-ministro, quer o governo, reconheça-se que, de forma um pouco atamancada, lá nos foram fazendo acreditar que estava mais atenuado o fardo que cada um de nós julgava carregar sozinho, “sem apelo nem agravo”. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Podia ter sido feito de outra forma, sem ser por impulsos e empurrões sucessivos vindos dos mais variados quadrantes da vida nacional, mas como resultado de uma reflexão da qual resultasse, de forma ponderada e exemplar, a atitude que o país esperava a propósito dos, assim chamados, &quot;grandes investimentos públicos&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;O Primeiro-ministro, quase traquina, resistiu enquanto pôde exercitando uma teimosia que, se ocasionalmente lhe não fica mal e lhe transmite &lt;em&gt;garra&lt;/em&gt;, no caso vertente, transformou-se numa&lt;em&gt; birra&lt;/em&gt; tendencialmente obsessiva que pode questionar a verticalidade, a seriedade e o rigor com que ele, Primeiro-ministro, cumpre as suas obrigações de serviço público&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O PM, hoje, mais do que nunca, por força das circunstâncias, não pode dar de si imagens distorcidas, imprecisas e de falta de credibilidade. Pelo contrário, o interesse do País e até, porque não, o seu próprio, exige determinação lúcida, racionalidade corajosa e inteligência serena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;É uma reivindicação dos portugueses a que José Sócrates não pode voltar as costas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/11777.html</comments>
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  <pubDate>Thu, 06 May 2010 13:56:46 GMT</pubDate>
  <title>O BOM E O MAU CRIME</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/11597.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A VERMELHO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Alguns jornalistas (?) da SIC, sobretudo da SIC Notícias, &lt;em&gt;puseram-me de mal&lt;/em&gt; com esta(s) estação (ões) de televisão. Na política e  no desporto, perderam o pé e começaram a fazer coisas, aparentadas, vagamente, com  jornalismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O jornalismo é, por definição, uma actividade que exige isenção, independência, pluralismo e respeito pelos outros. Falhar qualquer um destes itens, é corromper o jornalismo, retirar-lhe credibilidade e dar o golpe de misericórdia naquela que podia ser, se séria, a actividade chave para a motivação dos cidadãos em relação a tudo o que lhes diz respeito no exercício normal, e natural, da sua cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Particularmente no futebol, 1ª. Liga, onde de vez em quando gosto de meter a&lt;em&gt; foice&lt;/em&gt;, as notícias, os destaques, os comentadores, as análises, os analistas e as omissões constituem uma insuportável e inadmissível manifestação, permanente, de &lt;em&gt;benfiquismo&lt;/em&gt; à &lt;em&gt;outrance&lt;/em&gt;. Não que os jornalistas, os comentadores e os analistas, não possam ter as suas preferências clubistas, mas que no-las imponham, isso é que não! Em boa verdade, e daí a minha reacção em relação às SIC’s, não são eles os culpados; as culpas vão inteirinhas para as chefias, nomeadamente as de redacção, que tinham a obrigação de fazer as escolhas dos profissionais respectivos na base da garantia de pluralismo, de exercício do contraditório, e de rigor informativo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mas não. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Tirando aquele exercício, que a concorrência determina, de “má consciência” da SIC N à segunda-feira à noite, com o “Dia Seguinte”, &lt;/span&gt;os programas de informação desportiva desta estação televisiva, são fervorosos espaços de “glorificação” do Benfica e dos seus feitos, através de, não menos fervorosos &lt;em&gt;profissionais&lt;/em&gt; da comunicação social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Para quem estiver atento ao que se vai passando, neste domínio, não vale a pena enumerar os exemplos porque fastidioso. No entanto, e à laia de despedida, seria bom interrogarmo-nos sobre as razões que levam um tal Rui Santos, a perguntar a quem se atribuem responsabilidades pelo que sucedeu no último Porto-Benfica; Não lhe ficaria melhor, muito melhor, perguntar a quem de direito, quando, e como, se vai acabar com a violência em torno dos jogos de futebol e do desporto em geral?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;O crime não tem Pátria. E, a haver criminosos a merecerem punição, eles distribuem-se pela Luz, pelo Dragão, por Alvalade ou por qualquer outro estádio e clube do nosso pequeno País, com processos semelhantes, métodos parecidos, igual irreverência (chamemos-lhe assim), equivalente “artilharia”, as mesmas motivações e as mesmas culpas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O crime, porque de crime se trata, não é um crime bom, porque perpetrado  por um benfiquista e mau por ser levado a cabo por um membro, ou simpatizante, de um qualquer outro clube. &lt;em&gt;(1)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;È urgente que entendamos que, muito para além da imagem sacrossanta que os benfiquistas têm do Benfica, existe o… Benfica; e esse - com os seus, muitos, apoiantes - pela sua prática, carece de legitimidade para assumir uma&lt;em&gt; virgindade&lt;/em&gt;  há muito perdida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; ------------------------------------&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(1) E, já agora, que um árbitro, pelo simples facto de ser benfiquista, não é necessariamente um bom e competente&lt;em&gt; juiz&lt;/em&gt;…&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 04 May 2010 18:04:14 GMT</pubDate>
  <title>SINAIS POR QUE ESPERAMOS</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/11457.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A AMARELO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Apesar de alguma – apenas alguma, dependendo da importância relativa que atribuo às&lt;em&gt; coisas&lt;/em&gt; – regularidade com que, neste espaço, me vou pronunciado sobre temas em relação aos quais quero mesmo ter uma posição, deixando-a registada, tenho deixado, até hoje, “esquecida” a questão dos “grandes investimentos públicos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; Permanentemente na agenda noticiosa e nas preocupações do quotidiano, por força do impacto que terá na dívida externa, no esforço orçamental, na superação da crise das contas públicas e, em última análise, no dia-a-dia de cada um de nós, portugueses, a merecermos &lt;em&gt;tréguas &lt;/em&gt;de tão longos períodos de intranquilidade, de aceitação de sacrifícios, de resignação e de receio face a um futuro cada vez mais preocupantemente incerto, o esforço financeiro nessas “grandes obras” merece que se tenha, sobre a sua oportunidade, uma opinião.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O PEC, na sua inevitável crueldade, impõe-nos a todos (?) um conjunto de obrigações que, sejamos francos, cumpriremos dolorosamente. Esse &lt;em&gt;sofrimento&lt;/em&gt; será tanto maior quanto maior for a percepção de que, mais uma vez, a maioria, a menos endinheirada e com menores rendimentos, surge, incompreensivelmente, como tendo mais “culpas no cartório” do que todos os outros portugueses o que, manifestamente, não é verdade. Longe disso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Fica-se com a sensação de que, ao invés, a minoria, a mais endinheirada, a que tem maiores rendimentos e significativos patrimónios, tem pouco a ver com a crise e com as causas que a determinaram, mas ainda menos tem a ver com a sua superação, a avaliar pelo tendencial insignificante esforço que lhes é pedido – diria, quase sugerido e sem natureza vinculativa, afigura-se-nos. Por favor…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Perante isto, os portugueses, no mínimo, e sem se revelarem particularmente exigentes, a única atitude que esperam do governo é que este, como lhe compete, no exercício das suas funções políticas e sobretudo quando rotuladas de “esquerda”, saiba dar os sinais apaziguadores que se esperam e que a política tanto valoriza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;O governo, obviamente, deve cumprir essa definição de política como sendo a “arte de sinalizar convenientemente as opções tomadas” e, com essa prática, a todos garantir que houve preocupações de justiça, de equidade, de solidariedade, de sensibilidade e de bom senso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Parece-me hoje que, não pretendendo alterar de forma consistente e visível a sua política de obras públicas, os chamados “grandes investimentos”, o governo não cumpre essa sua obrigação de emitir os sinais que se lhe impunha dar em momento de grandes dificuldades e que militassem a favor de uma adesão popular que reflectisse coesão e a vontade, assumida como colectiva, de todos sermos parte na superação das dificuldades com que estamos confrontados enquanto povo e enquanto País.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;É uma exigência singela, óbvia e imprescindível. &lt;em&gt; &lt;/em&gt;Em momentos de crise, mais do que em quaisquer outros, os cidadãos, que são iguais perante a lei querem, mais, reivindicam, ser iguais perante todos os outros, perante o Estado e face às medidas do governo. E disso, &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;querem ter os sinais: económicos, fiscais e sociais. O governo, pela sua parte, deve ser capaz desses registos &lt;em&gt;homogeneizadores&lt;/em&gt; sublinhando o carácter geral e universal das medidas drásticas que toma e que impõe.&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Continua a ser desejável que o governo, como se tem vindo a dizer, repense as “grandes obras públicas”. Se as não suspender a todas, que, ao menos, suspenda as menos importantes e mais adiáveis no tempo. Anunciada essa reflexão e as consequências que dela resultaram, fica ainda o sinal de que, antes do betão e para além deste, estão os homens e que, como era &lt;em&gt;“slogan” &lt;/em&gt;nos tempos do PS com António Guterres, “Com o PS as pessoas estão primeiro”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;Portugal e os portugueses necessitam, como de pão para a boca, desse estímulo, dessa confiança, dessa compreensão, dessa humanidade na política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A democracia reclama, com gestos destes e com carácter de urgência, cá dentro e lá fora, essa vontade incontornável de se sentir preservada, defendida e engrandecida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 28 Apr 2010 17:42:07 GMT</pubDate>
  <title>AS MISTERIOSAS AGENCIAS DE RATING</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/11154.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #0000ff;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;PERGUNTA OCASIONAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;De um momento para o outro as denominadas agências de rating passaram a estar no discurso de todos nós. Não há raciocínio que não envolva, por força da crise, uma ou mais referências a essas &lt;em&gt;coisas&lt;/em&gt;, também conhecidas por agências de&lt;em&gt; notação&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Revela, naturalmente, a nossa preocupação – a preocupação dos cidadãos – com a possibilidade do efeito de contágio, em Portugal, da situação económica e financeira da Grécia, com todo o cortejo de trágicas consequências para Portugal e para os portugueses; o receio de que tal estado de coisas se vá gradualmente estendendo aos dezasseis países da zona Euro, pelo menos; o pânico de que, agravando-se a situação, se desmorone a moeda única, o Euro, e fatalmente se assista ao ruir da EU e ao sonho da sua unidade política, económica e social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;No meio de tudo isto, de todo este ambiente de intranquilidade e expectativa, fala-se do jogo dos especuladores, do papel que nesse jogo desempenham as agencias de rating – sem credibilidade, dizem uns, apesar disso, decisivas, dizem outros, a condicionarem-nos, inevitavelmente, dizem os restantes, vinculando-nos aos seus pérfidos efeitos, dizem todos – e da necessidade de adopção de medidas políticas drásticas que permitam corrigir as razões das &lt;em&gt;denuncias&lt;/em&gt; dessas agencias, recuperar a credibilidade nas contas e, em consequência, melhorar as avaliações por elas produzidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; Ministros das finanças, governadores de bancos centrais, nomeadamente do Banco Central Europeu, primeiros-ministros, economistas respeitados de vários quadrantes e latitudes, responsáveis de organizações internacionais, observadores isentos e atentos, estudiosos do fenómeno económico e financeiro, manifestam opiniões cautelosas, mas lúcidas, sobre a situação, dramatizam-na que baste, diagnosticam os &lt;em&gt;males &lt;/em&gt;e sugerem &lt;em&gt;curas&lt;/em&gt; que, cá dentro e lá fora, colhem por indispensáveis, aconselháveis, razoáveis e exequíveis. As agências de rating, à revelia desta temperança, e pelos vistos em nome dos interesses especulativos, manipulam a informação, dramatizam-na e criam condições para que, aumentando os juros da dívida, aumentem também os lucros dos especuladores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Agencias de rating?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Que são agencias de rating?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Que interesses servem?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Quem são os seus mentores e quais são as sua motivações?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Porque razão são elas tão temidas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Quem as credibiliza e porquê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Depois dos fracassos que já evidenciaram, nomeadamente na &lt;em&gt;Goldman and Sachs&lt;/em&gt;, porque mantêm intocável esta&lt;em&gt; missão&lt;/em&gt; condicionadora?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;E, para terminar este conjunto de perguntas que, afigura-se-me, todos deveríamos repetir até termos respostas que, realmente, entendêssemos: porque será que a Moody’s (agencia de rating), com interesses semelhantes aos das outras agências de rating, critica a Standard &amp;amp; Poor’s (agencia de rating), a propósito de Portugal, dizendo que – com esta última avaliação – esta atirou gasolina para a fogueira?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Verdadeiramente, que papel desempenham estas “agências”?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 27 Apr 2010 15:52:52 GMT</pubDate>
  <title>QUE SERIA DE NÓS</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/10856.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #0000ff;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;PERGUNTA OCASIONAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Sou fã de Miguel Sousa Tavares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Do seu percurso na advocacia, não sei!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mas na opinião, no jornalismo e na literatura...Sei!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Revejo-me na esmagadora maioria das suas indignações, das suas inquietações e dos seus protestos firmes e desassombrados. Tenho-o na conta de homem sério, com princípios e fiel aos valores indispensáveis. Subscrevo com frequência o argumentário que produz e sinto-me seu cúmplice e propagandista junto dos que me estão próximos. Somos, até, adeptos do mesmo clube.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Suponho ter lido tudo o que até hoje escreveu, com excepção para uma publicação que titulou como “Anos Perdidos” e que, por me parecer injusta para António Guterres e sinceramente entender que António Guterres não merecia essa injustiça, decidi não ler e, assim, não subscrever o que aí se analisava nem a forma como se analisava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Calcular-se-á que, neste quadro geral, não seja preciso reconhecer que, mal comprado o “Expresso” leia aí, com alguma avidez, o seu artigo semanal. Desta feita, e sob o título “A Conquista do Oeste”, MST elabora um raciocínio tendencialmente intolerante, maldoso e perverso que poderia, ter evitado. Deveria ter evitado…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Assino por baixo, sem hesitação, tudo o que critica na paulatina alteração dos objectivos centrais que constituíram motivação para a construção da barragem do Alqueva. Temo pelo futuro do Alentejo que depende do Alqueva; arrepia-me pensar naquele Alentejo pejado de turistas, urbanizado sem critério e devorado pelas práticas turísticas usuais; inquieta-me que o regadio adquirido não potencie – ou possa não potenciar – uma nova era no aproveitamento agrário e no desenvolvimento agrícola; desgosta-me, como português, que tenha de ser assim…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mas, francamente, responsabilizar disso o Primeiro-ministro procurando associar a sua “juventude” profissional a uma inelutável falta de qualidade, de sensibilidade, de rigor e de critério por causa dos desenhos que fez (ou não fez) e dos quais resultaram coisas horrendas – sendo verdade o que temos visto – parece-me uma tentativa de, definitivamente, incapacitar, porque estigmatizado, o PM para as questões do ambiente ou para qualquer outra área de actividade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O PM pode ter, e terá por certo, responsabilidades políticas em tudo o que possa vir a acontecer no Alentejo, em Tróia, em qualquer parte do País, com o Ordenamento do Território, com a aprovação dos PIN’s, com a violação dos PDM’s, etc. Mas que essa responsabilidade decorra, de forma obvia, de um início de carreira pouco promissor, parece-me excessivo e resultar da vontade incontrolável de MST de envolver nisto o PM. Basta a sua responsabilidade política; não é necessário relevar o &lt;em&gt;“estigma”!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;Que seria de todos nós – e das nossa vidas – se as leviandades, os excessos, as atitudes irreflectidas, a frequente insensatez, a natural irreverência, a tendência para prevaricar e a superficialidade com que recheamos as nossa juventudes, determinassem, limitassem ou condicionassem, sem alteração, os padrões de comportamento que exibimos ao longo de toda uma vida…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/10856.html</comments>
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  <pubDate>Mon, 26 Apr 2010 17:25:41 GMT</pubDate>
  <title>UMA ESPEVITADELA NO PROJECTO EUROPEU</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/10524.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A AMARELO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A Jacques Delors, provavelmente o mais convicto e activo europeísta que passou, e bem, pela presidência da Comissão Europeia, não lhe passaria pela cabeça, há uns anos atrás, que a Europa – a União Europeia – à primeira dificuldade e face ao primeiro desafio sério se sentisse abalada nos seus alicerces, tremesse e começasse, dramaticamente, a adivinhar o seu fim – esperando eu que este “fim” não passe de uma mera figura de retórica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;As dificuldades económicas e financeiras da Grécia, particularmente o défice das suas contas públicas e o seu nível de endividamento, acrescido do serviço da dívida respectivo, vieram, de forma surpreendentemente original, colocar a UE perante as suas verdadeiras responsabilidades face aos estados-membros e exigir a clarificação das obrigações, direitos e deveres de cada um para com o todo e deste para com todas as partes desta entidade comum cujo “estatuto” tem tanto de difícil como de sedutor como ideia, como projecto, como futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Depois de repetidas análises sobre a situação grega; esgotados infindáveis processos negociais; ouvidas as posições (umas mais tolerantes, outras menos e outras, ainda, de reserva quase absoluta) dos outros países europeus; feito o diagnóstico; apresentadas hipóteses de solução; esgrimidos todos os argumentos a favor e contra a solidariedade exigível, chegou-se, parece – dado que, notícias de hoje dão a Sr.ª. Angela Merkl a ensaiar novas exigências à Grécia – à conclusão de que, a uma taxa de 5%, a Grécia teria à sua disposição, da parte dos países europeus, entre os quais Portugal, 30 mil milhões de euros, a que se somam 15 mil milhões garantidos pelo FMI e que estarão (?), assim, criadas condições para que aquele país encete a sua recuperação que, tenho a certeza, é o desejo mais sincero e sentido da esmagadora maioria dos cidadãos europeus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;Acontece que, fica um problema por resolver. E esse problema é saber como vai ser possível, e em que termos, no futuro, encarar as inalienáveis obrigações da UE no quadro da coexistência a 27 e, provavelmente mais tarde, a mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O “sonho” europeu assenta na expectativa de um legítimo desejo dos cidadãos a um futuro de paz, desenvolvimento e bem-estar social e na aceitação de uma vontade comum de que a UE cumpra a prosperidade económica, realize a solidariedade e a justiça social unida e coesa em torno de uma moeda única respeitada, segura, concorrencial, apetecível; tudo isto no quadro de uma Europa a uma só voz, com peso e prestígio internacionais, e cada vez mais protagonista dos desafios da modernidade e das novas exigências civilizacionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;As peripécias ocorridas com a “questão” grega não nos podem deixar particularmente tranquilos; pelo contrário, impõem-nos que estejamos mais atentos, mais rigorosos e mais exigentes. Realizar a unidade política da Europa continua a ser o objectivo central para o qual muito contribui o Tratado de Lisboa, mas não chega; é necessário mais e mais e mais, num percurso que, inexoravelmente, conduzirá à lógica federal, única forma de dar à UE o que ela realmente necessita para se cumprir tal como tem sido idealizada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;O euro tem, nos especuladores, nos seus naturais “inimigos” e nos eternos “invejosos”, poderosas fontes de contrariedade e, essa, deve ser uma razão mais para o defendermos como a tudo o que a (“nossa”) moeda significa para o desenvolvimento, para a solidariedade e para o futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Com as consequências da crise a fazerem-se sentir em alguns países europeus, há já a tendência para, no domínio da futurologia, ser anunciado que, depois da Grécia, outros países – Portugal, Irlanda, Espanha e Itália – poderão conhecer problemas semelhantes.&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt; Serve para tudo, este expediente premonitório e, por isso, termino, lembrando que ainda hoje, 26.04.10, Jean Claude Trichet, presidente do BCE (Banco Central Europeu), comunicou ao “mundo” que, o que se passou na Grécia não contagiará outros países europeus, dado que as situações são completamente diferentes. Ainda bem! E nós, portugueses, em vez de estarmos militantemente contra, só por não sermos da mesma cor, ou só por sermos do contra, deveríamos interrogarmo-nos sobre se, isso, será o que realmente nos interessa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 14 Apr 2010 18:03:18 GMT</pubDate>
  <title>UM NOVO LÍDER</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/10299.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A AMARELO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Terminado o XXXIII Congresso Nacional do PSD, parecem estar criadas as condições para que, havendo mais oposição, mas sobretudo, espera-se, melhor oposição, a política em Portugal passe a ser um exercício sério sobre o fundamental e não, como tem sido nos últimos meses – diria, anos – uma prática ficcionada, sem mérito, sem ideias, sem projectos alternativos e sem alternativa, assente, voluntária ou involuntariamente, no descrédito das instituições e na prioridade a um bota-abaixo altamente lesivo da imagem da política e dos políticos e, em consequência, da democracia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O PSD tem um novo líder. Aparentemente, uniu – ou tenciona – o partido e, afigura-se-me, prepara-se para transportar a oposição para outro plano: o das ideias, das propostas, do debate político e da afirmação da alternativa que o PSD consabidamente constitui. É isto que se espera e é isto que será positivo para o País e para os desafios que ele terá de enfrentar nos próximos anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Pelo que se vai ouvindo, o Presidente do PSD afirma-se, ou pretende afirmar-se, politicamente, como um democrata liberal, de direita, com pouca, ou nenhuma, sensibilidade social, mas, também, com um tendencial distanciamento de algum excesso de conservadorismo mais característico de uma direita tipificável como tal. Para além das suas características pessoais, intelectuais, académicas e políticas, o realismo sublinha-lhe a necessidade de recuperar uma parte significativa do eleitorado que, nas últimas eleições legislativas votou no CDS/PP e que espera, do PSD, o sinal indispensável ao seu regresso a &lt;em&gt;“casa”. &lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;O PSD, no entanto, tem uma tradição razoavelmente liberal que, estou certo, não porá obstáculos de princípio à concretização das ideias programáticas que constituem o eixo central das propostas do novo líder que, assim, poderá contar, penso, com a adesão do centro-direita, do centro puro e até do centro-esquerda se o PS não tiver argúcia e sensibilidade para perceber que o grande desafio com que está confrontado, em termos políticos e eleitorais, é este, e que o eleitorado pode estar, e é provável que esteja, expectante em relação a uma alternativa de governo que, manifestamente, não tem tido&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O PS e José Sócrates têm, então, que escolher entre alguma ambiguidade ideológica que vai franqueando as portas a um Estado social aceitável e uma prática de política económica que, pela sua tradução no OE e no PEC, de forma mais visível neste último, vai limitar drasticamente, a prazo, as possibilidades de financiamento do que de positivo se vai fazendo no plano social. Ou seja, matérias como: &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;que deduções fiscais? Que privatizações? Que justiça e equidade fiscais? Que política salarial? Que mecanismos de compensação para atenuar o impacto das medidas a adoptar? Que novas regras para a banca e para o exercício da actividade bancária? Que perspectivas financeiras, económicas e sociais para o futuro próximo e o que é que “futuro próximo” significa? Que caminho leva o SNS &lt;em&gt;(não tenho nada contra o que tem sido feito, faltam explicações sociais e políticas entendíveis)? &lt;/em&gt;Que garantias poderão ser dadas aos portugueses de que o Estado social e a nossa democracia social não encaram, a prazo, uma situação de dificuldade de financiamento ou mesmo de falência? Qual a expectativa para o percurso das finanças públicas? De que demonstração é capaz, o PS e o governo, de que todos, e cada um dos portugueses, ajudam à superação da crise de forma compatível com as suas possibilidades, e de que todos, particulares, bancos e empresas serão chamados de acordo com a sua rendibilidade relativa? &lt;span style=&quot;background-color: #ffffff;&quot;&gt;Matérias como estas, exclusivamente a título de exemplo, devem ser respondidas com seriedade, vigor, rigor e numa lógica de esquerda que não comungue dos valores da &lt;em&gt;“terceira via”&lt;/em&gt; de que a esquerda, nomeadamente a europeia, não tem boas recordações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Se, no actual quadro político, o PS não se revelar capaz de se mostrar tal como é, de história e de prática, e evidenciar a diferença para o seu principal opositor, corre o risco sério de descaracterização e de perda de identidade e sentirá, estou certo, o respectivo reflexo eleitoral quando chegar o momento da verdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;Importa que faça uma declaração de interesse. Sou socialista e, naturalmente, tenho estado com o essencial do que tem sido a política do governo ao longo dos últimos cinco anos – recusando sempre a unicidade de pensamento que a situação poderia induzir – sempre ratificada pelo Partido nos competentes órgãos, mas não perdi o meu direito à insatisfação e à vontade que tenho de que a esquerda que o PS representa evolua, sempre, no sentido do cumprimento daqueles que são os mais sinceros e legítimos anseios das populações afinal, o seu superior desígnio&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 11 Apr 2010 17:07:07 GMT</pubDate>
  <title>AVALIAÇÃO TEM DE SER POLÍTICA</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/10088.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #0000ff;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;PERGUNTA OCASIONAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Fernando Madrinha, jornalista que respeito por o ter na conta de homem sensato e com um grande sentido de equilíbrio e de responsabilidade, hoje, no Expresso, critica José Sócrates por, na sequencia da publicação pelo “Público” de uma notícia segundo a qual Sócrates teria assinado 21 projectos de construção, de qualidade duvidosa – ainda por cima, actividade que cumpriu em simultâneo com o exercício da função de deputado na AR – este ter reagido como reagiu, ou seja, dizendo que o “Público” tinha abdicado de fazer um jornalismo de referencia (estou a citar de memória).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; Para Fernando Madrinha, não se justifica o “remoque” com que Sócrates “procura descredibilizar o Público”…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Tenho para mim que o episódio não tem qualquer importância. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;José Sócrates não foi incumbido pelos portugueses de fazer nenhum projecto de engenharia, nem de arquitectura, nem de obra de arte, nem de nada que, de longe ou de perto, estivesse no âmbito da sua formação académica em engenharia e com ela compatível. Sócrates foi mandatado, já por duas vezes, partilhando nós, ou não, das escolhas dos nossos concidadãos, para governar Portugal e, é no exercício dessas funções que ele deve ser avaliado por todos nós.&lt;/span&gt; Assim sendo, porque se vasculha constantemente a vida deste cidadão, muito para além do que é verdadeiramente importante para fazer o seu julgamento político?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Estas eram as perguntas que Fernando Madrinha poderia, ou “deveria”, ter formulado:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;- Que razões determinam este comportamento do “Público” em relação ao Primeiro-ministro?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;- Podemos pensar, ingénuos, que o fazem por cuidado profissional; desta forma?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;- Sócrates não terá o direito, por ser governante, de entender que está a ser objecto de uma perseguição impiedosa e sem tréguas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;- Terá sido por acaso que esta notícia saiu “em cima” dos “submarinos”?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;- BPN’s, BPP’s, Furacões etc. estão adormecidos e não inspiram curiosidade aos profissionais da comunicação social, nomeadamente aos do “Público”?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Por mim, ficava mais tranquilo se visse respondidas estas e outras questões que me sinalizassem isenção, pluralismo, profissionalismo e verdade e não, como parece acontecer, &lt;em&gt;militância&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 11 Apr 2010 11:50:31 GMT</pubDate>
  <title>PUNAM-SE OS CULPADOS</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/9858.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A VERMELHO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Os portugueses andam, há anos, muitos mais do que seria desejável, a ser fustigados por notícias relacionadas com o crime de pedofilia, com a frequência com que é praticado e com a quantidade de pessoas que envolve, em que, naturalmente, avulta o chamado processo “Casa Pia”, de cujo julgamento se não adivinha ainda o fim – alguma vez ocorrerá, se o MP continuar a apresentar (e os juízes a aceitarem) alterações à acusação inicial, já mesmo depois das “alegações finais”?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não valerá a pena insistir na natureza hedionda, repugnante e revoltante deste tipo de crimes e do sentimento de repulsa que eles inspiram à esmagadora maioria dos cidadãos, sejam eles, ou não, portugueses, bem assim como do querer, bem sentido, de que os criminosos sejam julgados e punidos se se vier a provar a sua culpa nestes abomináveis “exercícios” de ausência de escrúpulos e da mais rematada vilania. Não temos dúvidas acerca disto. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;Só que, a gravidade dos actos, a investigação dos factos, a qualificação dos crimes e a aplicação da lei não é, nem pode ser, feita discriminatoriamente de acordo com a categoria social, profissional, corporativa, religiosa, ou outra, de quem os pratica.&lt;/span&gt; Todos os cidadãos são iguais perante a lei, que é “geral e universal”, e todos têm a obrigação estrita de a cumprir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Nesta roda-viva – potencialmente perversa, em que a Igreja Católica e a sua hierarquia se têm visto envolvidas, com suspeitas de práticas pedófilas por parte de um grande número dos seus membros e do seu encobrimento, ou tentativa, por parte de outros – o desespero e a gravidade da situação criada começam a induzir reacções que em nada ajudam à reposição da credibilidade abalada da Instituição e dos seus membros. &lt;span style=&quot;background-color: #ffff00;&quot;&gt;A opinião pública, e os católicos em particular, esperam da Igreja e da sua hierarquia, não atitudes titubeantes, desculpabilizantes e tendentes a desvalorizar o sucedido – se sucedeu – mas sim, uma posição enérgica de reprovação, de condenação, de desassombro e de respeito pelos outros que se traduza na investigação (e na colaboração com ela), sem transigências, do que aconteceu para que seja possível, a partir daí, punir os culpados e tranquilizar a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A campanha que a Igreja pôs, ou está a por em curso, de tentar convencer o Mundo de que se está perante um violento ataque à Igreja e à solidez da sua estrutura, constitui um exercício perigoso de apelo ao fanatismo religioso e à mobilização dos católicos em torno do que a hierarquia diz que é verdade, mas que, verdadeiramente, só a Justiça poderá dizer, agrade ou não aos primeiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Um pedófilo é um criminoso. Seja ele civil, militar, político, padre, pastor, ou um profissional de qualquer área de actividade. Estão a ser julgados cidadãos por pedofilia? – Estão! Padres, ou outros quaisquer membros da hierarquia da Igreja são suspeitos de pedofilia e acusados de tal crime? – Devem ser julgados, como todos os outros, e condenados se for esse o sinal da Justiça dos homens!  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffff00; font-size: medium;&quot;&gt;Não há pedófilos bons, os oriundos da Igreja – Instituição que prega a moral e os bons costumes – e pedófilos maus, os outros. Há criminosos. Devem ser julgados e, eventualmente, punidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;É uma exigência moral, obviamente, mas é, sobretudo, uma inultrapassável questão de justiça, de equidade e de credibilidade a que todos os cidadãos têm direito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;PS.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;“nuncaexausto” não é jurista e, se o fosse, não significaria que conhecesse a “Concordata” e o papel que ela poderá, ou não, desempenhar, no caso português (a existir algum).  Deixa por isso aqui, em aberto, a possibilidade de estar salvaguardada, nestes casos, competência exclusiva da Instituição Igreja. Não deixa a possibilidade, contudo, de que esta continue a fazer uma “fuga para a frente” ignorando o que a macula, descredibiliza, mói, corrompe e, em última análise, vulgariza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/9858.html</comments>
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  <pubDate>Wed, 07 Apr 2010 18:56:17 GMT</pubDate>
  <title>UMA CARTA AO BANCO</title>
  <author>nuncaexausto</author>
  <link>http://nuncaexausto.blogs.sapo.pt/9499.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;em&gt;NOTA:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;em&gt;Texto de um autor que desconheço. A carta, que circula na Net, no entanto, tem piada, corresponde ao que todos pensam e é arguta…&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;em&gt;Publico-a neste espaço. Repito, &lt;strong&gt;NÃO É DA  AUTORIA DE NUNCAEXAUSTO!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;É bem verdade!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Esta obra de arte, vale a pena ler mesmo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Carta de um cliente ao BES – Fantástico!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt; Triste país este em que vivemos....&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt; (Esta carta foi direccionada ao banco BES, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direccionada a todas as instituições financeiras.) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Exmos. Senhores Administradores do BES &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt; Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. Rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litro de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Que tal? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Pois, ontem saí do BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de. Uma &apos;taxa de acesso ao pão&apos;, outra &apos;taxa por guardar pão quente&apos; e ainda uma &apos;taxa de abertura da padaria&apos;. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobram-me uma &apos;taxa de abertura de crédito&apos;-equivalente àquela hipotética &apos;taxa de acesso ao pão&apos;, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma  &apos;taxa de abertura de conta&apos;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Como só é possível fazer negócios  com os senhores depois de abrir uma conta, essa &apos;taxa de abertura de conta&apos; se assemelharia a uma &apos;taxa de abertura de padaria&apos;, pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como &apos;Papagaios&apos;. Para gerir o &apos;papagaio&apos;, alguns gerentes sem escrúpulos cobravam &apos;por fora&apos;, o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de &apos;por fora&apos; temos muitos &apos;por dentro&apos;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobram-me uma taxa de 1 EUR. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR &apos;para manutenção da conta&apos; - semelhante àquela &apos;taxa de existência da padaria na esquina da rua&apos;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela &apos;taxa por guardar o pão quente&apos;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Mas os senhores são insaciáveis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde  sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de v/. Banco. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #00ffff; font-size: large;&quot;&gt;Sei que são legais, mas também sei que são imorais. Por mais que  estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vais acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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